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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ledo engano

Não tento controlar a caneta
No papel ela quer passear
Num passeio muito interessante
Onde ajuda a alma falar

A alma fala também pelos olhos
Que é o descuido de um olhar
A alma ningúem conhece
Por ali então pode se espiar

Espiando a visão é limitada
Não pode entender a totalidade
A imaginação toma conta do resto
E o espião usa a criatividade

Lendo o que alguém escreveu
Pensa entender sua alma
Mas ocorre um ledo engano
Pois a raiva se expressa na calma

Pode-se entender o raciocínio
Mas jamais um coração
Que veio ao mundo apenas
Para amar e guardar emoção 

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