Me sinto bem escrevendo
Não penso em ter que parar
Dentro de mim existe um acervo
Que agora posso acessar
Encontrei a chave perdida
Que alguém um dia escondeu
Ainda descubro essa maldita
Que jogou a chave dentro do breu
Para resgatá-la precisei me sujar
Meter a mão naquela lameira
Tateando num escuro sem fim
Para novamente começar a brincadeira
Quem lê, não entende patavina
Do que falo pelo papel
Só eu sei do que escrevo
Pois está no acervo, que me é fiel
Fiel por que guardou direitinho
Toda a riqueza que acumulei
Passagens d e toda uma vida
É a minha herança, tudo que eu herdei.
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