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sábado, 5 de novembro de 2011

Mulher

Mulher, um universo desconhecido
Que jamais poderei entender
Do ventre que fui concebido
Trouxe apenas a dúvida à tecer


Loiras, morenas e ruivas
Todas únicas, de valor sem igual
Não importa nem a cor da pele
A receptividade lhe é original


Hoje quase comandam o mundo
Com uma força escomunal
Mas ainda buscam no homem
Encontrar como parceiro ideal


Independência é a sua bandeira
Conquistando novos horizontes
Mas quem tem sensibilidade e queira
Pode envolvê-la com um romance


Já vi resistentes e duras
Masculinas e até viril
Mas ainda não conheci alguma
Que de um verdadeiro amor, fugiu.


Sidney Tavares de Avila
07/10/11

A voz da alma

Não tento controlar a caneta
No papel ela quer passear
Num passeio muito interessante
Onde ajuda a alma falar


A alma fala também pelos olhos
Que é o descuido de um olhar
A alma que ninguém conhece
Por ali então, pode-se espiar


Espiando, a visão é limitada
Não se pode entender a totalidade
A imaginação toma conta do resto
E o espião usa a criatividade


Lendo o que alguém escreveu
Pensa, entender sua alma
Mas ocorre um ledo engano
Pois a raiva se expressa na calma


Pode-se entender o raciocínio
Mas jamais um coração
Que veio ao mundo apenas
Para amar e guardar emoção.


Sidney Tavares de Avila
06/10/11 

Vida de ilusão

O escrever, o escrever é algo interessante, é conhecimento e inspiração, pode ser feito por todo mundo, mas só alguns que prestam essa atenção. 
Sentimentos profundos, pensamentos que vão para o papel, uma forma de expressar aquilo que está coberto por um véu.
Coberto por véu o que o homem sente, e, desde criança aprendeu esconder. Menino! Homem não chora, nem que seja ferido o seu mais íntimo ser.
Nascemos perfeitos e feliz, todos iluminados por Deus, feito sua imagem e semelhança, que os adultos negam desde criança.
Estragados seguimos vivendo, porque a luz encoberta não se apagou, depois de tempos o adulto infeliz pode redescobrir, o porque Deus o criou.
Quando a descoberta acontece, o Amor se espalha no ar, redescobre a vida Divina, que no seu coração nunca deixou de habitar.
Ainda falta a coragem para rasgar o manto de véu e gritar para todo o mundo:
Pessoas, acordem, não existe outro céu.


Sidney Tavares de Avila
06/10/11

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Teoria e prática

A poesia é profunda
Ela fala por muitos sinais
Quando não encontro palavras
Pra expressar, o que tanto me (in)satisfaz


Comunica histórias e sentimentos
Este é o meu estilo de escrever
Expressando profundamente
O interior deste meu "ser"


Não busquei isso em escolas
É uma arte original
Não precisando ser comparada
A nenhum artista internacional


A arte é expressão
Mas a mídia vai distorcendo
A transformando em especulação
Que o objetivo de muitas, vai se perdendo


Está enrustido ser famoso?
Apreciado por um sem n° de fãs
Foi o que me surgiu agora
Se és honesto assuma, ou vá pro divã


Na verdade a intenção
É falar do amor pra muita gente
Mas, produtivo será
Praticá-lo por todo o sempre.


19/10/11



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Teatro da vida real

Há momentos em que a vida aplica
Certas peças em seus personagens
Trocando as cenas que já estavam vividas
Por novas situações, que parece não ter vantagens


Isso mexe com nosso conforto
Quando acontece, provoca uma dor
Mas a experiência de outra épocas
Faz-me lembrar, que eu sou o autor


Como escrevi a outra história
Mas alguma coisa mudou o roteiro
Preciso agir rápido, porém com sabedoria
Pois o elenco e a plateia, esperam com anseio


Como agir e ser assertivo
Para que todos possam acompanhar
Alguns não são tão ativos
E o final, feliz, tem que encerrar


Tento encarnar um samurai
Que na observação está o seu golpe fatal
Porém destreza e habilidade
Fazem parte do ingrediente principal


Aprendo com tragédias e surpresas
Talvez seja a maior lição
Movimentar e ser criativo
Se não estiver disposto, é melhor ir pro caixão


13/10/11 

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A natureza

Jamais se viu tanta beleza
Reunida em qualquer criação
Desde planta, insetos ou animais
O homem derivou, mas trouxe a razão

Razão, para que serve isso?
Se a harmonia e a beleza impera
Em todos os reinos reunidos
Sobrevive, nutre e procria há eras

Pensando deter sabedoria
O homem, ignorante, desbravou
Rios, matas e a galaxia
Mas num quesito ele travou

No detalhe, mais próximo de ti
Ele ainda quer desvendar
Descarta foguete, barcos ou máquinas
Basta fechar os olhos e olhar

Humano! Desbrave o seu interior
Que não necessita sequer viajar
Depare com tamanha ganância
Que é a razão da natureza, você degradar.

7/10/11

Missão

Escrever como recado 
Para alguém especial
Não precisa ser ensaiado
Para transmitir algo real

Especial é quem está lendo
Não subjugando quem escreveu
Pois o recado é para o mundo
Mas apenas entende, quem já transcendeu

Ultrapassar a barreira da vida
Nem que seja de forma imaginária
Permite a quem faz, uma saída
Para alcançar o alto da glória

Isso é apenas um começo
Para testar a sensibilidade
Permitir tocar seu coração
Através da simplicidade

Papel, caneta e inspiração
São as armas de um poeta
Para traduzir o recado então
E deixar cumprida sua tarefa

Tarefa que nunca termina
A responsabilidade ultrapassa os tempos
Sobrevivendo semeando o amor
Desde o mais velho, até o mais novo dos rebentos

12/10/11

Caminho

Foi acionado um novo mecanismo
De fazer até um homem chorar
Não existe nem na indústria
E não tem como desligar

O papel, a caneta e a inspiração
Essa é a nova ferramenta
Que quebra até o coração
De quem permite e experimenta

Sente aqui e me diga o que doi
Posso lhe trazer o remédio agora
Basta você querer falar
O que tanto você ignora

Esta é a parte mais complicada
Não assumir sua frustração
São gigantes e fantasiada
Que você se sente um bobão

Para mim você pode se abrir
Pois sou mais louco do que você
Aqui a sanidade foi embora
E eu nem preciso saber o porque.

out 2008

Vazio

Ficou uma página em branco
Vou preenchê-la com alegria
Falando do mundo, num lado bem franco
Para vivermos só neste dia

Enquanto respiro o pulmão se enche
Do ar que acalma e também impulsiona
O que recolhe dentro da alma
E também o que o coração se emociona

Palavras ao vento sopradas ao léo
É o resultado de um mundo sem véu
Transparente como água cristalina
Ou nuvens branquinhas soltas no céu

Não existe um passatempo melhor
Do que ver figuras nessas coisas tão simples
Perca seu tempo fazendo só isso
Pois viverás momentos distintos

Momentos esses, que não se compara
Com nada que você possa tentar fazer
Afinal de contas a pureza é rara
Mas uma criança tem isso a perder

out 2008

Velho sábio

Um velho me pediu sorrindo
Um pedaço de meu papel
Onde escreveria a receita
Para se viver perto do céu

Lhe atendi o pedido
Com carinho e atenção
Mas esperando não ser iludido
Como um idiota e bobalhão

A resposta veio imediata
Para você viver perto do céu
Não precisa ser astronauta
Nem morar num arranhacéu

Simplesmente abra seu coração
Livre-se de toda angústia e rancor
Humildade é o ponto forte
Para o ego parar de ser o Doutor

out 2008  

Saudade

Uma filha que mora longe
Distante da casa do pai
Buscando o seu caminho
Que vai trilhando bem devagar

Devagar se vai ao longe
Assim o ditado nos diz
Mas dentro de um coração
Não se encontra totalmente feliz

Os caminhos são tortuosos
Vale a pena a gente sofrer
Pois os filhos que não são nossos
O que fazemos é conceber

Sorte, Fé e Coragem
Responsabilidade e Determinação
São palavras que estão presentes
Sempre em nossa comunicação

out/2008

Pobreza Interior

Sinto uma necessidade de escrever
Transformar tudo em letras
Tudo que se passa na minha cabeça
Aqui tá parecendo Hollywood
Filme, fantasias e tudo mais
Mas não pretendo me tornar um Robin Wood
Por que alimentar os pobres não serei capaz
Quando o pobre passa fome
Pode-se saciar com alimento
Mas quando sua alma o consome
É onde começa todo o tormento
Pobres existem em todo lugar
Dentro dos condomínios e em todo sistema solar
Mas onde ele mais incomoda
É dentro da gente, onde ele é capaz
Entrar em contato com o conteúdo
Interno que todos nós temos
É sempre um grande infortúnio
Porque é lá que nós nos escondemos
A loucura é uma real
Simplesmente se oculta e não faz nenhum mal 
Mas a hipocrisia que toma conta
Faz do umbigo, algo principal

out/08

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Única certeza

A morte é o maior mistério
Que a vida nos colocou
Morrer é a única certeza
Que o ser humano criou

O medo caminha junto
Com a vida em todo lugar
Uns buscam garantia
Para da morte se afastar

Ilusão maior não existe
No inconsciente a se enganar
Garantir o impossível
A vida pra sempre reinar

De que vale ficar vivo
Se não sabemos nem  viver
Vivemos a vida dos outros
Vivemos o mal querer

Pára humanidade, pára
Olhe apenas a vida que há
A vida é aqui e agora
Seja feliz, outro momento não existirá
 

Sonho de menina

A música é agradável
A voz e o violão me distrai
Não entendendo direito a letra
No tempo a saudade se vai

Viajando no tempo vivido
A música marca uma época
Com o coração partido
Relembro quando era muleca

Pequena, inocente e sincera
Qualidades de uma criança
Apaixonada pelo som juvenil
Embalava o amor numa dança

Preparando o meigo coração
Para ao príncipe entregar
É o sonho de toda menina
Quando está a enamorar

Para o sonho não tornar ilusão
O importante é acreditar
Que é o amor que rege a vida
E o seu, uma hora vai chegar 

Ao léo

Sem motivo os versos nascem
Do vazio, vão para o papel
Embasados em nada menos
Que os pensamentos soltos ao léo

Tomam sentido e até formas
Como um quebra-cabeças, começam formar
Algo surpreendente e inusitado
As palavras que estou a grafar

Está tudo pronto em algum arquivo
O meu trabalho é reunir
Do nada que vem surgindo
A poesia que está a seguir

O medo não se apodera
De alguma coisa que possa errar
Na vida somente não erra
Aquele que não se pôs a tentar

Tentativa gera ansiedade
Que é o medo de não sei o quê
Se o objetivo não é acertar
Então não tenho o que temer

Funeral

Quando um dia eu partir
Como muitos já o fizeram
Pretendo deixar um recado
Para todos que não me quiseram

Não percam esta oportunidade
De me ver pela última vez
Para poder ter a certeza
De que uma inimizade se desfez

Soltem fogos, balões e alegria
Para vibrar em meu funeral
Alguns comemoram o alivio
E outros, a partida de um amigo leal

Mas isso não importa tampouco
Pois na festa, o festejado não está
Rindo muito, feito um louco
De algum lugar estarei a acompanhar

Acompanhando e vendo as caras
De cada um que ainda está
Neste mundo um tanto maluco
Que nele meu recado ficará

"O Funeral da alegria"
Assim o defunto pedia em vida
Reuna algumas pessoas
Para testemunhar esta partida

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Caminhos do Amor

Falar de amor é muito bonito
Falam em poesia e em canção
Também muitos se atrevem
A falar pela religião

Todos os caminhos, são caminhos
Que é possível levar o amor
Mas somente é viável
Aquele que não se vai por favor

A liberdade é o ponto forte
Que decidimos seguir por querer
Não se iluda e não atribua sorte
Aquele que você acha que vai te prover

A busca é o caminho real
Acreditando que vai encontrar
O que tanto procuravas
Olhe, dentro de tí, que é o lugar

Minha neta

Menina ainda, é a sua mãe
A luz ela te deu
Navegando num mundo novo
Uma nova história, ali nasceu 
Entretanto não foi sozinha
Levou alguém em seu coração
Alexandre é o seu nome, que consagrou-se o seu Paizão 

O Retorno

Há tempos a poesia se afastou
Pensei que jamais iria voltar
Correndo por todos os lados
Não imaginava o seu regressar

Retornou mansa, porém intensa
Com uma intensidade sem igual
Relembrando tempos outrora
Que vivi a insanidade total

Hoje creio estar são
Mas isso não posso afirmar
Pois neste mundo de insanos
É arriscado querer se isolar

Brincando com letras e rimas
De repente algo emergiu
Inspiração, poesias ou ruínas
Mas o alívio com ela surgiu

Sentido talvez não exista
Mas o coração está a pulsar
Este sinal, tudo indica
Que a vida está a passar

Passando ela é única
E com certeza não vai voltar
Um pouco de alegria agora
É o combustível para o próximo respirar

Ledo engano

Não tento controlar a caneta
No papel ela quer passear
Num passeio muito interessante
Onde ajuda a alma falar

A alma fala também pelos olhos
Que é o descuido de um olhar
A alma ningúem conhece
Por ali então pode se espiar

Espiando a visão é limitada
Não pode entender a totalidade
A imaginação toma conta do resto
E o espião usa a criatividade

Lendo o que alguém escreveu
Pensa entender sua alma
Mas ocorre um ledo engano
Pois a raiva se expressa na calma

Pode-se entender o raciocínio
Mas jamais um coração
Que veio ao mundo apenas
Para amar e guardar emoção 

Único

Um estilo nasce e é único
Não precisa nem classificar
Isso não se aprende na escola
É uma característica peculiar

Uma decepção para o humano
É se ver e ter que se igualar
Comparando uns com os outros
O infortúnio começa a reinar

Somos únicos, grita a digital
Incomparável, reclama o DNA
Mas os estudiosos ainda insistem
Em comparar o que não há

Comparando nasce a dúvida
Será que existe outro melhor
Imagine a trizteza de um jardim
Uma linda rosa, se achando a pior

Seja simplesmente você
É o que sempre falo pra mim
Lembrando que eu sou só eu
Me conformo que serei assim até o fim.

O trio

A caneta brinca com o papel
Faz cócegas em todo seu ser
Vai surgindo algo novo
Umas rimas estou a tecer

Mas quem sou eu nessa história
Onde só existem dois personagens
A caneta e o papel
Que criam algumas imagens

Mas eles sozinhos, não têm vida
Não conseguiriam se expressar
Então completamos uma trindade
E algo novo surge no ar

Neste trio existe uma vida
De repente um despertar
Com rimas improvisadas
As cócegas em riso vão se transformar

O papel fala assim
Pára, pára que não aguento mais
Estou rindo desses dois tontos
Que não param de me alisar

SATISFAÇÃO

Me sinto bem escrevendo
Não penso em ter que parar
Dentro de mim existe um acervo
Que agora posso acessar

Encontrei a chave perdida
Que alguém um dia escondeu
Ainda descubro essa maldita
Que jogou a chave dentro do breu

Para resgatá-la precisei me sujar
Meter a mão naquela lameira
Tateando num escuro sem fim
Para novamente começar a brincadeira

Quem lê, não entende patavina
Do que falo pelo papel
Só eu sei do que escrevo
Pois está no acervo, que me é fiel

Fiel por que guardou direitinho
Toda a riqueza que acumulei
Passagens d e toda uma vida
É a minha herança, tudo que eu herdei.

Dúvida

Posso escrever um livro agora
Mas não sei se alguém quer ler
Mas o escritor já nasce falido
Se pensar que ninguém vai te querer

Isso envolve fé e amor
Que todo poeta traz no coração
Ou será que na verdade
Ele só carrega uma ilusão


Ilusão com certeza existe
Porque difícil é a sua missão
Plantar uma semente de amor
Através da poesia, em um coração


Como acessar o coração do outro
Que tão reservado ele está
Só enxergo um caminho
Que neste verso vou revelar


O coração com o coração se paga
Não existe outra moeda ali
Então te dou meu coração pela poesia
E você me diz: Ok já senti.